Não sou fotógrafo, nem pretendo sê-lo. Mas gosto de fotografia, aliás, gosto de fazer fotografia. Alguma coisa especial no momento que se carrega no botão do obturador, como que se aquele momento conseguisse ficar de alguma forma traduzido num pequeno rectângulo. Por outro lado, a técnica é sempre desafiante, onde os erros da aprendizagem se traduzem em pequenas vitórias e sorrisos por dentro. Como a fotografia é um passatempo num mundo em pressa constante, os poucos minutos solitários são gastos em fazer imagens, não em editá-las. Não sou contra a edição, pelo contrário, mas sou contra o tempo gasto em fazê-la. Por este motivo, em regra, todas as imagens neste blog são processadas num editor RAW (Capture One) e sem pós-processamento posterior. Se o visitante achar esta afirmação incongruente, a resposta é simples: sou um nabo tão grande que não confio nos meus conhecimentos sobre luz e sombra o suficiente para configurar o disparo e fazê-lo em jpeg – caso contrário acredite o que o faria.

Já que estamos na técnica, utilizo equipamentos Fuji. Aliás, sou fã da Fuji desde que saiu a primeira máquina X. O reduzido tamanho, aliado a um sensor de boa qualidade, permite-me levar a máquina mais vezes do que o faria com uma Canon ou Nikon. As simulações de filme também estão muito boas, poupa tempo ao computador. Neste momento, estou com a X-T20 e uma X-pro1. Em termos de vidro, a Samyang 12mm ED é uma das minhas favoritas, seguindo-se pela Fuji 27mm. Ambas são acompanhadas pela XF 18-55 e futuramente pela Viltrox 85mm. Tenho igualmente um adaptador para as minhas Zuiko antigas, mas infelizmente pouco tempo (ou vontade) de as usar. É pena.

My Fuji gear

Em termos de fotografia, o tema de fotografia de rua (street photography) está a ser utilizado abusivamente. São poucas as vezes que faço aquele tipo de imagens. Gosto, contudo, de histórias. Aliás, da possibilidade de conseguir contar uma história ou passar algo para o outro lado do espelho através de uma (ou várias) fotografias. A fotografia de rua é também isso: a história, o acervo documental sobre alguma coisa do quotidiano, aliado à forma, à arte e à visão de quem soube ver, apontar, rodar e carregar no botão.

Vou tentar incluir memória descritiva em todas as publicações e algum detalhe da técnica se achar conveniente. Não vou incluir velocidades e aberturas porque isso não tem interesse nenhum (era útil no tempo da fotografia de filme, onde se registava tudo para poder comparar depois).

Aceito sugestões, criticas e comentários. E agradeço!